segunda-feira, 16 de maio de 2011

16 de maio de 2011

Nunca mais correrei o risco de perder você, porque, hoje tenho a visão panorâmica do nosso relacionamento. Hoje, posso conceber todas as variáveis possíveis do nosso casamento e todas as variáveis levam a gente ao mesmo lugar: nós. É isso que fortalece a nossa relação. A nossa cumplicidade. A nossa capacidade de superar os problemas unidos. Eu te amo muito. Mesmo.
Daqui a pouco pego você no trabalho para irmos juntos para a palestra do secretário de Comunicação no Iguatemi. É uma boa oportunidade para cavarmos novas possibilidades. Quem sabe?
Este foi mais um daqueles inesquecíveis finais de semana. Adorei dormir coladinho e não sairmos para lugar nenhum no sábado à noite. Só eu e você. E no domingo também. Nossos amigos, meu pai. Conversar com Duda e assistir o show de Ana Carolina. Lindinha. Não sei se percebeu, mas, chorei feito besta na cozinha. Fiquei sonhando com a nossa filhinha e feliz por meu amigo ter uma filha tão carinhosa em casa. Tão doce. Tenho certeza que Maria Sofia será tão linda quanto. É fantástica a sensação de vislumbrar um sonho acontecer e perceber que ele está tão perto, tão palpável, tão viável. Confesso que pensei um pouco e até senti um pouco de medo. Tive uma conversa com meu pai. Na verdade, fiquei ouvindo ele contar as experiências de vida dele e imaginei: será que seria capaz de ser pai? De cuidar de uma criança? De prover ela de todas as suas necessidades? Financeiras? Carinho? O que realmente eu peço é que não falte amor. Isso eu sei que não posso deixar faltar. Enquanto lavava os pratos também pensei nisso. A segunda vez num único dia. Acho que a ficha começou a cair. Ou sei lá o que é isso. O que será isso? Ser pai. É díficil medir o que significa ser pai. E, principalmente, ser um bom pai. O que é um bom pai? E aí penso se é possível realmente definir isso. Será que é justo fazer comparações com o meu pai. Identificar o que ele fez de errado e prestar atenção somente nessas coisas para não repetir com os meus filhos também. Ou cada caso é um caso? Essa é uma interrogação que deixa a nossa cabeça bastante atribulada. No entanto, quando sento e penso nisso de maneira mais tranquila e moderada, penso que o meu papel será de um pai que ajuda a esposa. Eu sei que você vai precisar muito de mim quando essa criança nascer. E quero que você desde já não sinta nenhuma insegurança. De qualquer tipo, porque, quero muito ser o seu porto seguro. Não quero que você confunda nunca algum gesto displicente com falta de interesse. Assim como hoje vivo de maneira muito instável e talvez menos intensa do que você a chegada desta nova figura em nossas vidas, acho que terei também um tempo para adaptar as nossas rotinas, as nossas vidas. Acho díficil, mas, sei que vou me sair bem. E preciso preparar o meu coração para ajudar você a assimilar essas mudanças. Mas, tudo o que eu quero cabe dentro de uma barriga...a sua barriga.

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