segunda-feira, 13 de junho de 2011

13 de junho de 2011

Hoje é um daqueles dias que a gente não quer sair de casa. E a única coisa capaz de tirar a gente da cama é um beijo mais demorado ou um abraço mais apertado. Você fez isso e fiquei sem recursos para dizer não. Então, você já sabe a senha. E devo dizer que você amanheceu com a boca cheia de mel.
Ter saído cedo de casa serviu para cuidar da vida também. Tive tempo de olhar o extrato do banco, pagar mais duas contas e começar a colocar algumas tarefas no gabinete no lugar. Tive tempo de escrever para você sem pressa, apesar do tardar da hora.
A temperatura de travesseiro também ajudou para pensar na vida. De como a gente pode conseguir as coisas de maneira gradual. Esse dia frio como a música do Djavan serviu para refletir. Serviu para pensar no tempo, nas horas que correm. Hoje, tive tempo de perceber que é melhor fazer uma coisa de cada vez. E é bem melhor assim. Vou sair daqui a pouco, assim que terminar esta redação, mas, saio com o dever cumprido. Talvez, se tivesse escrito as outras cartas que faltaram na semana passada, a gente pudesse perceber o quanto é importante sentar e pensar. E pensar em você.
Retorno para casa com a tarefa de buscar você e torcer para quando chegarmos em casa um bom filme preencher a telinha da tevê. Hoje, pensei no curso de pós-graduação, no cinema, no despertar da manhã dos namorados, no sexo, no café da manhã, no almoço com Kelly e Tamara, no estádio de futebol, no primeiro ingresso de Maria Sofia, no resultado do jogo, no torcedor, no técnico, no comentarista, no futuro, no show, no Djavan, na política, no governador, no estacionamento, no combustível, no carro sujo, na cama, em nós dois. Pensei no dia de hoje.

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