
Ontem, 19 de abril, sem dúvida, fica marcado para sempre em minha vida. Não será apenas uma lembrança do Dia do Índio, nem a recordação dos companheiros dos movimentos sociais assassinados brutalmente no norte do país, no episódio conhecido como o Massacre de Eldorado Carajás. O dia 19 de abril de 2011 encheu meus olhos de alegria, porque, nesta data, pude olhar pela primeira vez o rostinho da minha filha, Maria Sofia. Enquanto o doutor, espremia o gel na barriga da mamãe, por alguns instantes, o melhor dos filmes estava prestes a começar numa tela pequena e sem muitos atrativos publicitários. A maior propaganda naquele momento era a certeza de que dentro de alguns instantes eu iria ver o que já faz parte de mim há algum tempo. E foi assim, meu bem, do seu lado, com as mãos dadas, tivemos a chance de juntos vermos a nossa filhinha inteirinha. Narizinho, boquinha, perninhas e braços. Quase uma moça. Ao menos, o médico deu quase certeza que era uma menina. Tive sensações misturadas, embaralhadas, mas, talvez, os meus olhos pudessem falar mais do que qualquer frase pronta: eles sorriam, gargalhavam. Com 29 anos, perto dos trinta, tive ali, a certeza de que o tempo foi bondoso comigo e que Deus prepara emoções ainda mais empolgantes para o futuro próximo. A primeira imagem é a que fica: a de uma menina comportada. Na primeira imagem pude vê-la inteira, de ladinho. Mas, bastou um tremelique para um lado e para o outro, que a danadinha não parava no lugar. Vimos o ossinho do nariz formado, como não poderia deixar de ser: narizinho em pé, auto-confiante que só ela. Será, sem dúvida alguma, uma grande mulher. Como estou feliz meu amor. Estou louco para a próxima sessão. No Dia do Índio tive a vontade de uivar como o lobo e sair por cantando versos e rimas para homenagear a mais nova princesa do nosso reino, Maria Sofia Gomes Pereira Bittencourt Santana.
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